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Finalmente, O Código da Vinci de novo

6 de Junho de 2006 às 21:21 Heringer  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 406

Há alguns dias terminei de ler “O Código da Vinci”, como já comentado antes, e achei o livro divertido, diga-se de passagem. Pouco tempo depois, assisti ao filme, que estreiou nas grandes telas.

Mas antes mesmo da estréia do filme, eu já estava atolado nas discussões a respeito do tema. Parece que houve um temor generalizado de que a história do livro - ou do filme - abalaria a “fé mundial” de alguma forma. Vi várias reportagens sobre isso, recebi vários e-mails, e vi até alguns livros sobre o livro.

Em muitos desses casos, “líderes religiosos” tomaram a iniciativa de se manifestar publicamente a respeito do assunto abordado por Dan Brown, o que é bastante plausível e, na minha opinião, saudável. Seria um suposto outro lado da história.

Mas a minha pergunta é… que história? Parece que todos se esqueceram que trata-se de uma ficção. Um cara escreveu um romance que tange o mundo real como muitos outros romances. Cheguei a receber um e-mail com o título “A farsa do Código da Vinci”. Como pode uma ficção ser uma farsa?

Entendo que várias coisas no livro são fatos. Pelo menos foi o que aprendi da História, embora nem tudo seja realmente ensinado na escola, e embora também eu não entenda muito do assunto. Por exemplo, Constantino realmente deu um jeito de unir o Império Romano sob uma só “religião”. Para tanto, realmente ele fez o tão famoso “sincretismo religioso”. Basta olhar à nossa volta e vemos que ainda temos os reflexos disso na nossa sociedade.

Por outro lado, algumas coisas no livro são apenas especulações ou fatos parcialmente relatados. Por exemplo, os “evangelhos alternativos” tão citados no livro. Se não me engano, esses livros são, em sua maioria, de origem gnóstica, escritos a partir do segundo século [1]. O Gnosticismo era (ou é?) uma “religião” originada nessa época, mas não sei muito sobre isso. Sei que o apóstolo Paulo aparentemente alertou os colossenses a respeito dessas doutrinas que os rondavam naquela época [2].

Enfim, só porque uma ficção contém fatos reais, não quer dizer que ela é totalmente verídica como um todo. Mas, de qualquer forma, acho esse tema uma boa oportunidade para se questionar e se refletir a respeito de muitas coisas. Afinal, ninguém quer ser enganado. Mas para não ser enganado, é preciso investigar [3]. Isso é, se for realmente importante. Pra mim é. E pra você?

[1] Pra quem quiser dar uma olhada nos livros “apócrifos”: http://escrituras.tripod.com/
[2] A carta de Paulo aos Colossenses pode ser encontrada em qualquer Bíblia.
[3] Recomendo o livro “The Case for Christ”, de Lee Strobel.

Nota:
Arrisquei-me muito ao escrever isso, pois estou explorando um assunto do qual conheço pouco. Garanto que não menti, mas não garanto que não errei. Mas pra saber, você vai ter que investigar, hehe. A menos, é claro, que você já saiba ou que você seja um motorista de ônibus.

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7 Comentários Faça seu próprio

  • 1. ereke  |  10 de Junho de 2006 às 11:04

    Como foi mesmo que chegamos aa conclusao que motorista de onibus sabe tudo?

  • 2. Thiago  |  14 de Junho de 2006 às 12:23

    Não sei qual dos documentários foi, mas existe um que mostra o monte de fatos que o autor inventou ou forçou a barra para encaixar na história do livro.

    Como livro de ficção que é, o “Código da Vinci” é muito bom, eu realmente digo que é Harry Potter para adultos (embora Harry Potter seja melhor, hehehe). O problema é que um monte de gente, incluindo o autor (por mais esquisito que isso seja) acredita que o livro conta a verdade. Bom, sei como é isso, pois cheguei a acreditar na série de livros “Operação Cavalo de Tróia”, cuja premissa é mil vezes mais absurda que a de “Código da Vinci” ;) .

    Desde o ano passado comecei a ler e estudar a Bíblia e posso dizer que é fenomenal. Recomendo a todos que leiam, nem que comece apenas com os 4 evangelhos narrando a vida de Jesus (provérbios é muito legal e a carta aos romanos é incrível).

    O problema de acreditar na história contada no livro “Código da Vinci” é que ele vai contra princípios básicos do cristianismo. Infelizmente já faz tanto tempo que li que nem me lembro direito dos acontecimentos narrados. Se alguém puder responder esta pergunta, continuarei com minha exposição:

    1) Segundo o livro, Jesus morreu na cruz?

  • 3. Heringer  |  26 de Junho de 2006 às 22:13

    Sobre o livro:

    Se não me falha a memória, o livro não delibera muito sobre a morte de Jesus, não. Acho que um dos personagens (o Magneto) até chega a citar uma teoria de que Jesus teria saído vivo da cruz e ido morar na Índia. Mas o livro não se prende em nada a respeito da morte dele.

    Sobre o motorista:

    A conclusão sobre motoristas derivam de dois fatos:
    1) Gelatina é tudo.
    2) Tudo é passageiro, exceto o trocador e o motorista.
    Mas não me lembro dos detalhes.

  • 4. Thiago  |  27 de Junho de 2006 às 09:24

    Bom, de qualquer forma, Jesus fez um parte de um sacrifício em prol de toda humanidade, sendo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. No antigo testamento, Deus exigia diversos sacrifícios de animais aos judeus de forma que os pecados deles fossem temporariamente pagos com a morte desses animais. Esses sacrifícios também eram uma anunciação simbólica da morte de Jesus, que foi o último e derradeiro sacrifício.

    A questão é que os sacrifícios sempre exigiram animais perfeitos, sem nem uma manchinha sequer no pêlo. Para que o sacrifício de Jesus fosse válido ele teria que ser puro também. Pelo que me disseram isso incluiria não fazer sexo também.

    Alguns podem até discutir: mas ele era humano! TInha vontades e desejos também! A isso respondo: com certeza, mas segundo o novo testamento uma das “habilidades” que o Espírito Santo dá a uma pessoa é o auto-controle. Como Jesus estava em comunhão constante com o Pai e o Espírito Santo estava com ele, Jesus tinha a perfeita capacidade de decidir o que fazer sem ser influenciado por quaisquer desejos.

    E isso é só parte da história. :)

  • 5. Heringer  |  28 de Junho de 2006 às 02:35

    Interessante. Nunca tinha pensado dessa forma - sobre o Espírito e o auto-controle. Isso tem a ver com os frutos do Espírito, segundo o Paulo (Gálatas 5).

    Legal, obrigado por compartilhar as idéias.

  • 6. Anónimo  |  10 de Janeiro de 2009 às 13:56

    Porque é que Jesus não poderia ter filhos e ser casado? Ele pode muito bem ter sido uma pessoa igual às outras e, mesmo assim, ter sido escolhido por Deus, para ser o salvador do Mundo!

    Enfim… Não minto, ao dizer que adoro esta temática e adoraria saber o que realmente se passou! Mas, duvido que algum dia alguem o venha a saber! São daqueles segredos, que, como diz o livro, estão perdidos para sempre!

  • 7. Thiago  |  13 de Fevereiro de 2009 às 08:58

    A base do cristianismo é a crença de que Jesus é Deus. É acreditar que ele não foi uma pessoa escolhida por Deus, mas que ele é Deus em forma humana.

    De acordo com a teologia cristã, todos os seres humanos são culpados de desobedecer a Deus e portanto merecem ir para o inferno (literalmente), mas Jesus aceitou a condenação em nosso lugar, dessa forma permitindo que as pessoas se encontrem com Deus.

    A questão é que somente uma pessoa inocente pode assumir a pena de uma pessoa culpada. E Jesus foi/é a única pessoa inocente que existiu, portanto o sacrifício de nenhuma outra pessoa teria significado ou utilidade alguma.

    De acordo com alguns ministros cristãos, no casamento as almas das duas pessoas se misturam de alguma forma, então se Jesus tivesse se casado sua alma se combinaria de alguma maneira com a de sua mulher, que seria pecadora (pois todos exceto Jesus o são) e portanto a alma de Jesus seria contaminada pelo pecado e o sacrifício dele não teria valor nenhum.

    Outro argumento é que Jesus se preocupou até em não deixar nada escrito por ele mesmo, porque ele deixaria filhos?

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