Processo e automação
21 de Novembro de 2006 às 14:27 Thiago | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 264
Semana passada assisti a uma palestra dada pela Microsoft. Eles apresentaram o Visual Studio Team System.

Fiquei realmente impressionado. Todas as informações o projeto (cronogramas, requisitos, acompanhamento de bugs, código-fonte, documentação) ficam em um banco de dados SQL Server centralizado e as aplicações interagem com esse banco de dado centralizado. O gerente preenche o cronograma no Project e automaticamente uma nova tarefa aparece no Visual Studio para o desenvolvedor. Ele atualizao status da tarefa e isso automaticamente é sincronizado no cronograma do projeto. O testador edita uma planilha do Excel e um novo bug é cadastrado no sistema e a planilha é atualizada automaticamente. Além de facilidades como geração de diagramas de classes a partir do código, sendo que a alteração desses atualiza o código.
(E há um plug-in do Eclipse para usar essa base de dados central. Groovy!)
É possível personalizar o sistema com sua própria metodologia. É possível até impedir que os desenvolvedores incluam código no controle de versão sem que os testes passem.
Para cada projeto é criado automaticamente um portal, que exibe os principais documentos do projeto, é possível navegar no código-fonte e há a geração automática de relatórios e gráficos contendo indicadores e métricas.
Eu me interessei por essa plataforma por causa do ganho de produtividade que se pode ter. Em geral perde-se muito tempo copiando informações de um documento para outro, preenchendo os mesmos dados em 3 programas diferentes e simplesmente fazendo tarefas mecânicas que deveriam ser feitas por um programa e não por uma pessoa.
Eu peguei um livro na biblioteca do ICEx um tempo atrás e gostei muito da leitura. Ele chama-se “Tools of the Mind” e trata do uso de ferramentas para trabalho intelectual. É um livro bem velho, de 1982, e boa coisa do que ele trata não é mais relevante, mas as idéias contidas são tão atuais quanto antes.
Uma das idéias principais do livro é mostrar quais são as fases de desenvolvimento de uma ferramenta, que são as seguintes:
1) Necessidade: é preciso que uma tarefa seja realizada, talvez de forma mais eficiente.
2) Especialização: É criada uma ferramenta para uma tarefa específica. O telefone, por exemplo, criado para que duas pessoas possam se comunicar em tempo real à distância.
Dada a existência do telefone, agendas de números de telefone foram criadas de forma a facilitar o manuseio dos aparelhos.
Só que cada ferramenta cumpre apenas seu dever, sem conhecer o que a outra faz. Um telefone não lê a agenda. Uma agenda não disca para você. As ferramentas estão juntas, pois assim são úteis, mas há uma fronteira entre elas.
3) Integração: Essa é a fase final presente no livro. As ferramentas são integradas de forma sinérgica. Veja os telefones celulares de hoje. O telefone conhece a agenda, tanto que quando recebemos uma chamada o telefone é capaz de identificá-la. É possível discar para um número na agenda sem precisar digitá-lo. Ao recebermos uma chamada, podemos adicionar o número na agenda rapidamente. E por aí vai. Com as ferramentas integradas, um bocado de trabalho entendiante é evitado.
O mesmo se aplica a ferramentas de desenvolvimento e de gerência de projetos.
Alguém aí viu algo parecido de outra empresa ou Open Source?
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