De boas intenções, o inferno está cheio
6 de Dezembro de 2006 às 16:14 Thiago | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 11401
Hoje. Minas Shopping. Almoço.
Dirigi-me para lá e cheguei à cancela na entrada. Uma moça (infelizmente não muito simpática, suponho que por causa do trabalho chato) estava a postos, com roupas de motivos natalinos, e um calhamaço de papéis de propaganda na mão, pronta para empurrá-los sem dó aos que se atrevem a entrar no estacionamento.
Bom, com minha habitual complacência, abro a janela e recebo o folheto. Bom que pelo menos ela sorriu. Eu acho que isso é bom, deve ser realmente entediante ficar em pé o dia inteiro com uma roupa ridícula, num calor terrível, e entregar para as pessoas coisas que elas não querem. Graças a Deus sou programador.
Devaneios à parte, ela prontamente apertou o botão que emite o ticket e abre a cancela.
“Sim, por que não realizar um gesto camarada a um cara que agiu gentilmente?” - deve ter pensado ela.
Logicamente, não gostei disso nem um pouco.
Não gostei porque ela me atrapalhou.
Vejam bem, eu tenho um cartão de estacionamento liberado para o Minas Shopping, cortesia da administração aos empregados de empresas que se localizam perto do shopping. Só que ao entrar no shopping eu devo inserir meu cartão no aparato da cancela, e devo usá-lo como se fosse um ticket de estacionamento.
Só que ela gerou um ticket para mim. E se eu entrasse com o ticket, teria que pagar estacionamento.
Um dos vigias veio me dizer que não havia forma de cancelar o ticket e deixar que eu entrasse com meu cartão. O que ele sugeriu (e eu fiz) foi entrar no shopping, sair do shopping e voltar ao shopping, desta vez usando o cartão. Dado que os 15 minutos iniciais não são cobrados, pude fazer isso (pensando bem enquanto escrevo isto, acho que devia ter dado ré, entrado em outra cancela e nem ligar para o ticket que ficaria pendurado na cancela. Que droga. Devia ter pensado nisso na hora.).
Tudo isso me fez pensar em que muitas vezes fazemos algo para agradar alguém e acabamos por machucá-la. A questão é que não basta ter boas intenções, suas ações têm que estar em sincronia com as primeiras.
O que contribui para que haja desacordo entre intenções e ações?
Vamos ver o que consigo analisar:
1- Desconhecer as verdadeiras necessidades do outro.
2- Agir em cima de suposições.
É como disse o mestre Marquito “Achar é a mãe de todos os erros”.
Não ache. Tenha certeza.
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6 Comentários Faça seu próprio
1. heringer | 14 de Dezembro de 2006 às 20:05
“1- Desconhecer as verdadeiras necessidades do outro.
2- Agir em cima de suposições.” [1]
Concordo, em especial com a primeira. Acho importante procurar conhecer as necessidades do outro. Também acho importante que o outro comunique suas necessidades. Tenho insistido nisso com algumas pessoas.
Mas às vezes é preciso - ou pelo menos bom - arriscar.
[1] CHAVOS, Thiago. blog.patrulleros.com.br, 2006.
2. Thiago | 15 de Dezembro de 2006 às 10:24
O importante é a comunicação, como você bem disse, Emerson. Tem que existir um diálogo.
Não sei como me posiciono em relação ao arriscar.
3. Matheus | 18 de Dezembro de 2006 às 15:56
O importante é a gente saber lidar com os imprevistos, heheh. Concordo com o Thiago e o Emerson mas acho que é importante saber lidar com esse tipo de imprevisto e agir de forma a solucionar o problema ao invés de torná-lo ainda pior.
Thiago, agradeço a Deus que você não teve como colocar em prática sua idéia de dar ré e entrar por outra cancela. Ia gerar um stress pra você e uma puta complicação para a mulher. De todo mundo envolvido na questão, o vigia foi o mais sensato.
Quando intenções e ações não entram em acordo, sensatez é uma boa pedida.
4. eric | 19 de Dezembro de 2006 às 16:43
Não acho que seria problema se o Chaves tivesse dado ré e entrado pela outra cancela. Bastaria que o próximo carro entrasse pela primeira cancela sem apertar o botao, apenas pegando o ticket que já estaria lá.
5. Thiago | 16 de Janeiro de 2007 às 15:50
Sim, mas suponha que o próximo carro a entrar demorasse uns 15 a 20 minutos para aparecer. Ele já entraria pagando por um tempo no qual ele não estava no shopping. Só se tivesse alguém imediatamente atrás de mim isso daria certo (e é difícil dar ré com alguém imediatamente atrás).
6. site&hellip | 1 de Agosto de 2007 às 16:38
hello…
i agree…
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